20.03.2007 Programas Ações Estratégicas Povos indígenas C.N.P.I. Mapas
 
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Educação

O Projeto Arte nos Quintais do Cerrado foi uma parceria entre o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e a Associação Indígena Terena de Cachoeirinha (AITECA), com apoio do Programa de Pequenos Projetos e recursos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Considerando a preservação dos ecossistemas existentes na Terra Indígena Cachoeirinha e seu entorno, fator essencial para a sobrevivência física e cultural de seus habitantes, o projeto enfatizou a interdependência entre meio-ambiente, melhoria das condições de vida e fortalecimento cultural e político do povo Terena. Dessa forma, o Projeto desenvolveu diferentes atividades, complementares umas às outras:

  • viveiro Inamati Issone´uti da Aiteca – espaço destinado à produção de mudas de espécies nativas do cerrado e experimentações relacionadas à agrossilvicultura. O viveiro é um importante espaço para a formação dos agentes agroambientais indígenas, assim como para atividades envolvendo alunos e professores da escola Terena de Cachoeirinha.
  • apoio aos grupos familiares de mulheres ceramistas, através da valorização das técnicas tradicionais, busca de soluções para problemas no processo de produção das peças e apoio para a abertura de novos mercados.
  • adensamento de áreas de mata e cerrado em regeneração e pesquisa de manejo de espécies nativas úteis, com especial atenção às espécies que fornecem lenha para a queima da cerâmica.
  • enriquecimento dos quintais domésticos da comunidade com espécies úteis, reforçando uma prática já desenvolvida pelos Terena.

As técnicas de fabricação das peças cerâmicas são ensinadas pelas mulheres mais velhas às mais jovens. É uma atividade que estimula e reforça os laços de solidariedade familiar.

A argila é retirada das margens de pequenos córregos, com as mãos ou com pás, transportada para a aldeia em latas, bacias, sacos plásticos carregados na cabeça, carriolas ou ocasionalmente algum veículo (carroça, bicicleta, moto, trator). Essas fontes de matérias primas estão situadas a distâncias variáveis em torno de 3km. Em geral, a coleta é feita em grupo onde participam além das mulheres, alguns filhos. A qualidade do barro é dada pela aparência e através do tato. A argila para modelagem das peças é cinza escuro, não pode conter impurezas como pedras, paus e outros resíduos.

Quando as mulheres têm um tempo livre nos seus afazeres domésticos elas socam no pilão, ou amassam com um pedaço de ferro sobre uma pedra, cacos de cerâmica até se transformarem em um pó fino que é peneirado e misturado aos poucos a argila, para diminuir a plasticidade do barro.

O princípio de uma peça, na maioria das vezes é uma base redonda onde são colocados roletes da argila preparada, superpostos um a um e unidos por compressão das pontas dos dedos, tanto de dentro para fora, quanto no sentido inverso até atingir a forma da peça desejada, durante esse trabalho, as mãos são permanentemente umedecidas.

Em seguida a superfície da peça é alisada com uma espátula de madeira ou a concha de uma colher e levada a secar em um lugar arejado e à sombra, em geral de um dia para o outro. São polidas com os seixos, expostas por algum tempo ao ar e sol e por último são enfeitadas com delicados desenhos com linhas, pontos, flores, espirais, e outros motivos que identificam as ceramistas Terena.

A cerâmica Terena mantém ainda, nos dias de hoje, seu caráter utilitário, o que exige um processo de queima das peças bastante cuidadoso na medida em que a qualidade do produto depende em grande parte desta etapa da fabricação. Em geral, na casa das ceramistas há um buraco no chão do quintal onde são queimadas as cerâmicas. São usadas cascas e lenha de determinadas espécies vegetais que garantes uma boa combustão e são colocadas embaixo e sobre as peças formando uma fogueira em forma de cone.

Clique aqui e veja as fotos da produção de cerâmica

Vendas e Contatos:
Associação Indígena Terena de Cachoeirinha (AITECA)
Sede da AITECA – Aldeia Cachoeirinha
Caixa Postal 100 Cep: 79380-000
Miranda – Mato Grosso do Sul

Leia sobre os demais projetos

Centro de Trabalho Indigenista - SCLN 210 Bloco C Sala 217 - Brasília/DF cep 70.862-538 Fone: +55 (61) 3349-7769 Fax: ramal 210
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