
Desde 1981 o Centro de Trabalho Indigenista
(CTI) vem trabalhando com os Terena de Cachoeirinha,
numa das três áreas indígenas
do município de Miranda, no Estado de Mato
Grosso do Sul. Os 3 mil e quinhentos habitantes das
cinco aldeias localizadas no interior da área
indígena de Cachoeirinha permanecem exímios
agricultores, apesar de todas as adversidades.
A verdadeira paixão que os
Terena nutrem por suas roças é uma
forte característica do ethos desse povo,
que tem servido de ponto de partida para as ações
do CTI. As preocupações centrais da
ONG são descobrir e viabilizar opções
de subsistência no interior da própria área
indígena, criar uma alternativa ao trabalho
periódico e sistemático que os habitantes
realizam como diaristas nas destilarias de álcool
da região, e impedir o processo de desaldeamento
e urbanização de parte da população
de Cachoeirinha.
O CTI contribuiu inicialmente com
a criação dos "grupos de roça" da
Associação Grupo Individual. Essa foi
a primeira experiência de uma organização
autônoma Terena, que em 1989 institucionalizou-se
com o nome de Associação Indígena
Terena de Cachoeirinha (AITECA). No ato da fundação,
os associados assumiram formalmente o compromisso
de construir o futuro das novas gerações
na área indígena. As atividades realizadas
incluem ainda a aplicação de técnicas
de agricultura regenerativa e agrosilvicultura, a
revisão da demarcação das terras
e a produção de cerâmica. Mais
tarde, o CTI auxiliou na estruturação
e fundação da Associação
dos Professores Terena de Miranda e desenvolveu um
projeto de educação escolar, além
da criação de videotecas e bibliotecas
nas aldeias.
Atualmente, o CTI coordena um Grupo
de Trabalho da FUNAI para a redefinição
dos limites das terras Terena de Cachoeirinha, Taunay-Ipegue
e Buriti.
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