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VALE DO JAVARI
reunião entre lideranças dos índios Marubo, Matis e Kanamari
discutirá a proteção dos índios isolados na região

           Será realizado entre os dias 04 a 06 de junho na Base da Frente de Proteção Etno-ambiental Vale do Javari (AM), na fronteira com Peru, a primeira “Reunião com lideranças dos índios Marubo, Matis e Kanamari das calhas dos rios Ituí e Itaquaí – Relações de compartilhamento de territórios contíguos e estratégias de proteção dos índios isolados e de contato recente na Terra Indígena Vale do Javari.”

          A necessidade de realizar este encontro ocorreu após a Frente de Proteção ter constatado diversas tentativas de alguns povos contatados, que habitam o interior da TI Vale do Javari, de estabelecerem o contato com os índios isolados Korubo.

          A expectativa da CGII com este evento é permitir maior compreensão dos motivos (e sua geopolítica) que levam os índios contatados a desejarem fazer o contato com os índios isolados, bem como debater com eles os riscos à sobrevivência física e cultural desses povos.

          Objetivo da reunião é observar as causas de intensificação dos contatos inter-étnicos nas calhas dos rios Ituí e Itaquaí; levantar as diversas visões sobre a questão, principalmente dos indígenas contatados envolvidos nesses contatos inter-étnicos; fazer um levantamento da situação das relações entre índios contatados e não-contatados na TIVJ; apontar diretrizes para uma política que norteie as relações entre índios contatados e não-contatados; encaminhar alternativas de subsistência para os índios contatados, que reduzam a pressão sobre os índios isolados; estabelecer normas de conduta que minimizem os problemas oriundos dos contatos inter-étnicos; discutir o aprimoramento da vigilância e proteção territorial da TI Vale do Javari e retificar os termos do Art. 20 da Portaria 982/Pres de 18/09/2000.

           Este encontro é organizado pela Diretoria de Assistência (DAS), pela Coordenação Geral de Índios Isolados (CGII) e pela Frente de Proteção Etno-ambiental Vale do Javari (FPEVJ) da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e conta com o apoio da Administração Regional de Atalaia do Norte e do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), que coopera com as ações da CGII por meio do Projeto de Proteção Etno-Ambiental dos Índios Isolados da Amazônia Brasileira, apoiado pela USAID.

           Participam do evento organizações indígenas e indigenistas que atuam na região do Vale do Javari, além de representantes do órgão indigenista oficial que organizam esta reunião.

Contexto
Programação
Participantes

Contato: Helena Ladeira/Assessora de Comunicação do CTI
helena@trabalhoindigenista.org.br


Contexto

          Os primeiros registros de resistência dos índios Korubo no século XX à exploração de suas terras são encontrados nos anos vinte. Nesse período, é registrado o primeiro conflito dos Korubo com caucheiros peruanos e índios Tikuna no interior do rio Branco, resultando na morte de vários indígenas habitantes nas proximidades desse último rio. Três décadas mais tarde, o Vale do Javari, em especial o interflúvio dos rios Ituí e Itaquaí, torna-se um verdadeiro palco de sangrentas lutas travadas entre os exploradores e os Korubo, com baixas em ambos os lados. É provável que outros conflitos tenham ocorrido entre os anos trinta e sessenta, porém não houve documentação dos mesmos.

          Os conflitos de que se tem registro eclodiram com maior intensidade a partir da década de sessenta e se avolumaram ainda mais nas duas décadas seguintes, ocorrendo nesse espaço de tempo cerca de meia centena de embates sangrentos. No entanto, as estatísticas só eram registradas fidedignamente quando havia baixas do lado dos não índios, enquanto na outra parte as informações estão guardadas apenas na memória dos seus carnífices e dos cúmplices destes. Dessa forma, os registros oficiais expressam uma visão parcial da saga desse povo que, em defesa de seu território e de seus integrantes, corajosamente enfrentou os diferentes surtos econômicos do século passado.

          Um detalhe ilustrativo dessa questão é o fato de que, considerando o grupo contatado em 1996, quase um terço da população tinha fragmentos de chumbo espalhados pelo corpo, marcas do período de conflito. Uma funcionária da Funai que trabalhava no PIN Massapê, na década de 70, relata que chegou a ver mais de trinta corpos de índios Korubo, de uma só vez, em uma praia do Itaquaí, pouco abaixo da boca do rio Branco.

          Antes dos anos noventa, os Korubo eram vistos com freqüência nas praias do Itaquaí e do Ituí. Os vestígios eram fartos nessa região, principalmente nas épocas de estiagem e no período da desova do “bicho de casco”. Além disso, nessas estações do ano, os índios eram também atraídos para a beira dos rios maiores para a prática da pesca do poraquê, muito abundante nas “camboas” que ficam ao longo das áreas alagadiças, permitindo assim a obtenção de grande quantidade desse peixe (que é muito importante para a dieta alimentar do grupo). Não é exagero dizer que, para defender esses recursos e os espaços que os guardavam, centenas de vidas foram sacrificadas.

          Os sucessivos massacres e conflitos obrigaram os Korubo a se recolherem para o interior da mata, deixando raros vestígios nas margens dos rios, como nos mostra o fato de que nenhuma visualização foi registrada pelos indígenas, navegantes, exploradores e trabalhadores dos órgãos indigenistas oficiais entre o final de 1989 e meados de 2005. A partir de então, os Korubo voltaram a ocupar as margens dos rios, sendo avistados por índios Matis no rio Ituí em junho de 2005. No ano seguinte voltaram a ser avistados, também no Itaquaí, por indígenas Kanamari e por outras embarcações da Funai e Funasa que navegavam naquele rio. Assim, passaram a ser avistados regularmente nas praias de ambos os rios no decorrer do período de estiagem de 2006 e 2007. Em 2008, mesmo no período de chuva e com os rios cheios, os indígenas foram avistados no rio Itaquaí, na altura do antigo PIA Marubo, nos meses de janeiro/fevereiro. Em maio, voltaram a sair no mesmo rio, nas imediações da Volta da Curica, sendo avistados por equipes da Funasa. Por volta desse mesmo período, os Kanamari efetuaram, num espaço de trinta a quarenta dias, pelo menos cinco contatos com o grupo.

          Houve então a emergência de uma nova realidade: a aparição dos índios em épocas atípicas. Diante desse contexto, a Frente de Proteção Etno-Ambiental Vale do Javari se preparou para maiores e alongadas incidências desses contatos no período de estiagem, porém essa expectativa não se cumpriu: em todo o período de desova do “bicho de casco”, os indígenas, ou vestígios destes, não foram encontrados no Ituí ou no Itaquaí. Só voltaram a aparecer no Itaquaí no final de setembro e no mês seguinte, no Ituí.

          Quando os Korubo voltaram a aparecer no rio Itaquaí, a Frente deslocou uma equipe para a região onde ocorreram os contatos recentes, com a finalidade de evitar que outras aproximações fossem concretizadas com os Korubo. Outro propósito consistia em procurar estabelecer uma comunicação com os isolados, procurando convencê-los a não se aproximarem das canoas, caso contrário poderiam contrair doenças que os levariam à morte. Assim, assessorados pelo lingüista da UnB, Sanderson Castro Oliveira, e indígenas Matis, tivemos a oportunidade de conversar, à distância, com um grupo de cinco Korubo e cumprir o objetivo daquele trabalho. Nesse momento, tivemos a infeliz oportunidade de registrar a índia Sini chorando a morte de sua neta.

          Em agosto de 1982, o indigenista Pedro Coelho, sobrevoando o interflúvio dos rios Ituí e Itaquaí, localizou 9 malocas de índios Korubo, sendo que apenas uma estava desabitada. Depois de muitas horas de sobrevôo, realizados entre os anos de 2000 e 2007, foram registradas pela FPEVJ apenas três moradias de Korubo, sendo uma maloca localizada em um afluente da margem esquerda do baixo rio Branco, uma outra nas cabeceiras do rio Novo (igarapé abaixo da boca do rio Coari) e a última nas cabeceiras do igarapé Tronqueira. No último mês de novembro, realizamos mais três horas e meia de vôo nessa região, quando se verificou que apenas a maloca do rio Novo continuava habitada. A do igarapé Tronqueira está caída e sem sinais aparente de ocupação e a do afluente do rio Branco estava em desuso ainda no final de 2002.

          Apesar de não termos informações do quadro demográfico da população Korubo, por questões óbvias, temos informações acerca do número de moradias das últimas três décadas, o que torna possível perceber que conseguiram sobreviver à voracidade dos surtos econômicos e ao ímpeto dos exploradores. No entanto, nesses 5 últimos anos, temos observado que os Korubo têm adotado diversas estratégias para se proteger, entre as quais a reocupação de áreas de seu território tradicional, com a finalidade de evitar o contato. O que poderia ser um indicativo de que há problemas sérios e que as ameaças não são externas aos limites da terra demarcada.

          Acreditamos que, entre os vários fatores que colocam em risco a sobrevivência física dos Korubo, os principais sejam a intensificação dos contatos inter-étnicos e a supressão dos territórios dos isolados. São inúmeras as evidências do processo de ocupação da terra imemorial Korubo, entre elas os registros de campo efetuados pela FPEVJ e os relatos de contatos por parte de indígenas e não-indígenas. Nos últimos anos, o fluxo de indígenas para a cidade de Atalaia do Norte tem sido impressionante, fruto da maior interação dos grupos indígenas com a cidade. Soma-se a essa interação a busca por benefícios sociais, como aposentadorias e outros, que por sua vez dão aos indígenas maior capacidade aquisitiva, para a compra de motores fluviais e de combustível. Ao realizar este fluxo, exploram os lagos dessa região para a subsistência e até mesmo para a exploração de recursos naturais de forma predatória, com fins comerciais.

          Dezenas de acampamentos temporários foram estabelecidos ao longo do rio Itaquaí, nas regiões mais nobres em termos de caça e pesca e em plena área do grupo isolado. Os acampamentos temporários passam de fato a permanentes, pois quando um grupo está saindo outro está chegando. Essas permanências podem trazer conseqüências graves, sendo que a mais preocupante é a propagação das moléstias infecciosas e vetoriais, tais como a gripe, malária e filariose. Ao mesmo tempo, a Funasa tem se mostrado incapaz de conduzir o atendimento à saúde indígena no Vale do Javari e essa deficiência repercute em altas taxas de morbidade e no completo descontrole sanitário. Se a população circunvizinha aos isolados está doente e essa população se comporta de maneira inapropriada, certamente os índios Korubo isolados sofrerão as conseqüências dessas ações, seja devido à precariedade da atuação do Estado, seja pela postura dos indígenas de contato perene.

          De nada adianta salvaguardar os isolados das ameaças externas, quando na realidade o que pode estar consumindo suas vidas são os comportamentos e atitudes internas ao limite da Terra Indígena. Estes são os resultados de uma série de situações ocasionadas principalmente pela falta de uma política de Estado para o compartilhamento de territórios entre índios de contato permanente e isolados, bem como pela precariedade da saúde dos índios da TIVJ. Por mais inusitado que pareça, é fato que esta realidade não é uma excepcionalidade do Vale do Javari. Há problemas dessa mesma ordem deflagrados em terras indígenas do Acre, na TI Araribóia, no Maranhão, e outras, que se arrastam por alguns anos sem solução. São povos culturalmente distintos, com diferentes necessidades e, portanto, manejando seus recursos de forma diferenciada, em uma área comum.

          Certamente, esta situação resulta e continuará resultando em conflito, a menos que os órgãos responsáveis adotem medidas definidas, coerentes e eficazes e que haja uma mudança de atitude das populações indígenas de contato perene e circunvizinhas aos grupos isolados. Esperamos que esta reunião seja um primeiro passo nessa direção.

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PROGRAMAÇÃO

1º Dia 03/06/2009 – Quarta-feira
  Durante o dia Chegada dos convidados
18:00 horas Jantar
19:30 horas Exibição de filmes
2º Dia 04/06/2009 – Quinta-feira
6:30 horas Café da Manhã
8:00 horas Abertura do encontro pelo coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari - Apresentações
  Composição da mesa Aloysio Guapindaia, Elias dos Santos Bigio, Heródoto Jean Sales, Rieli Franciscato e representantes Marubo, Matis e Kanamari.
8:20 horas Exposição do Diretor de Assistência -Aloysio Guapindaia
8:40 horas CGII – Histórico da CGII, mudanças na política de índios isolados e contexto atual
-Elias dos Santos Bigio
9:00 horas A Frente de Proteção Etnoambiental e suas ações para proteção dos índios que adotaram o isolamento voluntário das outras sociedades como estratégias de sobrevivência, ao longo dos seus treze anos de existência no Vale do Javari.
-Rieli Franciscato
9:25 horas AER. Atalaia do Norte – Contextualizar a situação socioeconômica das populações indígenas do Vale do Javari e as ações desenvolvidas pela AER contemplando a promoção social e a proteção territorial.
-Heródoto Jean de Sales
9:45 horas Lanche
10:00 horas CTI – Atuando em parceria com a FUNAI na proteção dos índios isolados em território brasileiro e ações de proteção aos índios isolados na América do Sul – Ações no Vale do Javari.
-Gilberto Azanha (a confirmar)
10:20 horas Representantes Marubo (lideranças das aldeias Marubo)
11:10 horas Representantes Matis (Lideranças das Aldeias Matis)
11:50 horas Almoço
14:00 horas Representantes Kanamari (Lideranças das Aldeias Kanamari)
14:40 horas UNIVAJA – União dos Povos Indígenas do Vale do Javari
- André Chapiama Wadick
15:00 horas AMAS – Associação Marubo da Aldeia São Sebastião
-Clovis Rufino Reis
15:20 horas AIMA – Associação Indígena Matis
-Bushi Matis
15:40 horas Lanche
16:00 horas ASKAVAJA – Associação Kanamari do Vale do Javari
-Adelson da Silva Saldanha
16:20 horas Debates
17:45 horas Encerramento dos trabalhos
18:30 horas Jantar
19:30 horas Exibição de filmes
3º Dia 05/06/2009 - Sexta-feira
6:30 horas Café da Manhã
8:00 horas CPTI– Proteção das terras indígenas, competência legal e atribuições – Proteção das terras sob ocupação de índios de isolamento voluntários.
- Thaís Dias Gonçalves
8:40 horas Ocupação indígena no contexto histórico do Vale do Javari
-Walter Coutinho
9:20 horas Debates
10:00 horas Lanche
10:15 horas Situação atual dos índios isolados no Vale do Javari – Localização, quem são e os principais agentes e ações que ameaçam sua sobrevivência física e sua opção de isolamento – Korubo de contato recente e isolados
-Rieli Franciscato
10:45 horas Debates
12:00 horas Almoço
14:00 horas Retomada dos debates
15:30 horas Lanche
15:45 horas Retomada dos debates e encaminhamentos
18:00 horas Encerramento dos trabalhos
19:00 horas Jantar
20:00 horas Exibição de filmes
4º Dia 06/06/2009 – Sábado
6:30 horas Café da Manhã
8:00 horas CGDDC - Seu papel na promoção socioeconômica das populações indígenas na perspectiva da proteção dos índios de isolamento voluntário.
- Martinho Alves Andrade Jr.
8:30 horas Perguntas, dúvidas e encaminhamentos referentes a CGDDC
10:00 horas Lanche
10:20 horas Debates e encaminhamentos gerais
12:00 horas Almoço
14:00 horas Encaminhamentos finais e formalização do documento final
15:30 horas Lanche

15:45 horas
Leitura do documento final e revisão
16:10 horas Assinaturas do documento final por todos os participantes
16:30 horas Encerramento da reunião
-Aloysio Guapindaia
-Elias dos Santos Bigio
-Rieli Franciscato
-Aberto a fala dos participantes indígenas e convidados
19:00 horas Jantar
20:00 horas Exibição de Filmes
5º Dia 07/06/2009 – Domingo
6:00 horas Café da manhã
7:00 horas Retorno dos convidados e participantes ás suas origens.

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LISTA DE PARTICIPANTES:

Organizações indígenas:

UNIVAJA – União dos Povos Indígenas do Vale do Javari
          André Chapiama Wadick
AMAS – Associação Marubo da Aldeia São Sebastião
          Clovis Rufino Reis - Presidente
ASKAVAJA – Associação Kanamari do Vale Do Javari
          Adelson da Silva Saldanha – Presidente
AIMA – Associação do Povo Matis
          Bushi Matis – Presidente

Organização Indigenista:

CTI - Centro de Trabalho Indigenista:
          Gilberto Azanha – Coordenador (a confirmar)
          Helena Ladeira – Comunicação
          Conrado Octávio – Geógrafo
          Hilton Nascimento – Biólogo

Representantes das aldeias indígenas:

  • Marubo:

Antonio Brasil Marubo – Aldeia Alegria
Artemio Paiva Marubo – Aldeia Liberdade
Claudio Paiva Dionísio Marubo – Aldeia Vida Nova
Darcy da Silva Marubo – Aldeia Água Branca
Francisco Cruz Marubo – Aldeia Carneiro
João Marques Cruz – Aldeia Paraná
José Lucas Nascimento – Aldeia Praia
Luciano Nascimento Marubo – Aldeia Pentiaquinho
Marcelo Cruz da Silva – Aldeia Paulinho
Mário Cruz Marubo – Aldeia Rio Novo
Pedro Cruz Marubo – Aldeia Boa Vista
Wanderley Joaquim Marubo – Aldeia Mâncio Lima

  • Matis:

Binan Tukun Matis – Aldeia Aurélio
Chema Matis – Aldeia Aurélio
Ivan Arapa Matis – Aldeia Beija-Flor
Ivan Shunun Matis – Aldeia Beija-Flor
Kanika Matis – Aldeia Beija-Flor

  • Kanamari:
Adílio Kanamari – Aldeia Bananeira
Bodo Mono Kanamari – Aldeia Estirão do Pedra
Carioca Wadja Kanamari – Aldeia Massapê
Eduardo Djanim Kanamari – Aldeia Três Bocas
João Pidah Kanamari – Aldeia Remansinho
Paulo Marinaowa Kanamari – Aldeia Estirão do Kumaru

• Organizações Governamentais:

• FUNAI Central:

Aloysio Guapindaia – Diretor de Assistência
Elias Bigio – Coordenador Geral de Índios Isolados
Martinho Alves Andrade Jr. – Coordenador Geral de Desenvolvimento Comunitário
Rogério Oliveira – Técnico CGII
Thaís Dias Gonçalves –Coordenação de Proteção das Terras Indígenas

• FUNAI FPEVJ:
Carlos Travassos – Geógrafo
Idinilda Obando – Tec. Administrativo/FPEAVJ
João Paulo Marra Denófrio – Antropólogo
Leonardo Patrício Resende – Antropólogo
Marco Aurélio Milken Tosta – Historiador
Rieli Franciscato – Coordenador da Frente de Proteção Etnoambiental Vale do Javari
Sanderson Castro Soares de Oliveira - Lingüista

• FUNAI AER ATN:
Eriverto da Silva Vargas – Chefe de Serviço de Assistência
Heródoto Jean de Sales – Administrador AER ATN
José Ninha Kanamari – Chefe PIN Itaquaí
Michael Neves - Chefe PIN Ituí

• Ministério Público Federal:
Walter Coutinho – Antropólogo

Observador:

Luis Costa – Antropólogo (com tese sobre os Kanamari)

 

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