Um
dos graves problemas do povo Guarani é falta
de reconhecimento de suas terras tradicionais. Como
conseqüência dessa situação,
os Guarani vivem, nos três países estudados,
em condições precárias. No Brasil,
onde vivem cerca de 45 mil Guarani, as comunidades
enfrentam altos índices de assassinatos, suicídios
e desnutrição.
"O
Ministério Público Federal entende que
a única maneira de diminuir essa onda de violência
contra os povos Guarani é o reconhecimento
territorial. A situação do povo Guarani,
eu diria que hoje em dia, é a situação
que merece a maior urgência e o maior cuidado.
Caso contrário, esses povos que resistem há
muito tempo serão sucumbidos numa guerra desleal.
A questão Guarani é talvez a questão
mais grave da atualidade." Afirma a sub-procuradora
do MPF, Débora Duprat.
O
mapa Guarani Retã será destinado às
escolas indígenas dos três países,
as autoridades locais e as organizações
indígenas e indigenistas interessadas no estudo.
"Com
essa iniciativa queremos unir mais o povo Guarani
do Brasil, Paraguai e da Argentina fortalecendo a
nossa luta", finaliza a indígena Guarani
Kaiowá da comunidade Amambaí/MS, Elda
Kaiowá.
CTI, 03 de fevereiro de 2009.
Contato:
Helena Ladeira -
helena.contato@trabalhoindigenista.org.br
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