
Lançamento: CD AMJËKIN
- Música dos Povos Timbira
O Centro de Trabalho Indigenista
(CTI) e a Petrobras convidam para o lançamento
do CD AMJËKIN – Música dos Povos
Timbira, na Pinacoteca do Estado de São Paulo,
dia 18 de dezembro, das 15 às 18 horas. O
CD tem coordenação musical de Kilza
Setti e participação de mais de 200 índios
das etnias Gavião-Pykopjê, Canela-Ramkokamekra,
Canela-Apaniêkra, Apinajé, Krahô e
Krikati. O trabalho é um dos resultados do
projeto Arquivo Musical Timbira, do Programa Educação
e Referência Cultural do CTI. Na ocasião,
17 cantadores indígenas farão uma apresentação
gratuita das cantigas tradicionais de suas aldeias.
Por meio de encontros e oficinas,
junto aos Povos Indígenas do Maranhão
e Tocantins, foram gravadas, in loco, mais de 30
horas de música - disponíveis no Acervo
do Projeto - das quais foram selecionadas quase 4
horas, que resultaram no rico repertório desse
CD. As gravações foram realizadas durante
uma semana, no I Encontro de Cantadores Timbira,
realizado em fevereiro de 2004, pelo Centro de Trabalho
Indigenista e a Associação Wy’ty
Catë dos Povos Timbira do Maranhão e
Tocantins, com patrocínio da Petrobras.
A obra reúne pequenas amostras
de cantos rituais como os de Këtwajë (rito
de iniciação dos jovens para a idade
adulta), Wy’ty (rito de recebimento ou entrega
de dignidade ritual), P?pkah?c (segunda etapa do
rito de iniciação masculina), P?rëkah?c
(rito da “falsa tora” ou do final do
luto), pequenos trechos de cantigas de ninar, de
festas, de caçada, entre outros. São
pequenos fragmentos sonoros que, além do valor
musical, reforçam e consolidam a unidade lingüística
e cultural dos Povos Timbira. O CD é a comprovação
das afinidades culturais e da forte identidade entre
os diversos grupos Timbira.
Data: 18 de dezembro, das 15 às
18 horas
Local: Pinacoteca do Estado, Praça da Luz, nº 2, Centro - São
Paulo
Fone: (11) 3329 9844
Projeto Arquivo Musical
Timbira
Em 1995, o CTI incluiu a Música
como disciplina dos seminários de formação
de professores indígenas, o que provocou surpreendente
interesse e resultou no Projeto Arquivo Musical Timbira.
Desde 1996, este Projeto vem propondo procedimentos
para o recolhimento, registro fonográfico,
recuperação, arquivamento e classificação
dos repertórios rituais dos povos Timbira.
A circulação e intercâmbio,
entre as aldeias, do material gravado, vem fortalecendo
a prática musical e estimulando o interesse
pela continuidade dessa prática, sobretudo
em comunidades onde, por razões diversas,
o patrimônio musical encontra-se enfraquecido.
O recolhimento dos repertórios é feito
pelos próprios índios, seguindo a uma
sistemática: cada gravação de
fita cassete é acompanhada de uma ficha preparada
para receber dados de interesse musicológico
e antropológico, sobre as ocasiões
musicais. Esse trabalho tem contribuído para
a valorização das diferenças
entre aqueles grupos indígenas, criando uma
consciência de identidade cultural comum entre
os vários povos Timbira.
Além dos jovens Timbira e
de colaboradores, participam do Projeto: Kilza Setti
(musicóloga), Maria Elisa Ladeira (antropóloga),
Renata Amaral (musicista) e Neuza Vieira (socióloga).
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