
Escola Timbira inicia 4ª etapa
do 6ª módulo 2004
De 22 de novembro a 16 de dezembro
de 2004, 52 estudantes indígenas participam da 4ª etapa
do 6º módulo da Escola Timbira, que corresponde a
7ª e 8ª séries do ensino fundamental. A partir desta
etapa, os jovens Krahô, Apinajé, Kricati, Apãniekra,
Ramkokamekra e Pukobjê, começam a pensar num projeto
de pesquisa, orientados pelos educadores do Centro
de Trabalho Indigenista (CTI). Este segundo ciclo
(5ª a 8ª séries), é formado por 10 módulos e a previsão é de
que sejam concluídos em 2006, quando os jovens receberão
diploma equivalente ao ensino fundamental. Conteúdos
como conservação da biodiversidade, alternativas
econômicas sustentáveis e movimentos políticos e
sociais são tratados transversalmente em todos os
momentos da capacitação.
Na disciplina "Natureza e Sociedade" os alunos estudarão os Grandes Projetos
de Desenvolvimento X Desenvolvimento Sustentável: a Gestão Territorial dos
Povos Timbira. A temática principal dessa disciplina será a o avanço da sojicultura
no entorno das Terras Indígenas Timbira. Estão previstas visitas às plantações,
aos silos de soja e ao ramal da ferrovia Norte-Sul, que escoa a soja para exportação.
Nessas visitas, eles deverão relacionar suas observações aos conteúdos tratados
nas aulas expositivas, elaborando coletivamente, como produto final, um roteiro
de um plano de gestão de recursos naturais para as aldeias e um roteiro de
impactos ambientais para o entorno do território Timbira. Todo conhecimento
construído com a participação desses jovens deverá ser revertido em benefícios
para as suas comunidades.
Entre as atividades de campo, os jovens visitam a Serra da Capivara, em São
Raimundo Nonato (Piauí), assistindo a palestra da arqueóloga Niéde Guidon,
sobre o Parque e os trabalhos desenvolvidos por pesquisadores do Museu do Homem
Americano. De volta ao Centro de Pesquisa Pinxwyj Hempenxà, em Carolina (MA),
eles fazem a sistematização do material coletado durante a viagem, participam
de oficinas de Cartografia e Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e organizam
um Atlas do material trabalhado nas visitas e oficinas.
Por meio dessas atividades, a Escola Timbira garante ensino de qualidade, com
professores qualificados e atentos às especificidades indígenas, além de oferecer
a oportunidade de esses jovens realizarem seus estudos sem terem que passar
pelas escolas das cidades. O Programa Educação e Referencia Cultural do CTI
assume a coordenação e produção dessa etapa do ensino fundamental, com a parceria
da Comissão dos Professores Timbira, da Coordenação Geral de Educação Funai,
da Secretaria de Educação do Estado do Maranhão e da Coordenação Geral de Educação
Escolar Indígena do MEC.
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