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Proteção Etno-Ambiental dos Povos Indígenas Isolados
na Amazônia Brasileira

          Esta ação possui as metas de conter as invasões externas às terras ocupadas por povos indígenas isolados, assegurando-lhes o usufruto exclusivo dos recursos naturais, estabelecendo um cordão de proteção física nas terras já identificadas e em seu entorno; localizar e dimensionar os territórios ainda não identificados com vistas ao seu reconhecimento pelo poder público; propiciar discussões que levem ao estabelecimento de jurisprudência sobre os direitos dos povos indígenas isolados na região sub-andina da América do Sul.

 

Conheça mais sobre os povos isolados

Leia o artigo: "Tragédia Anunciada: A falta de assistência à saúde dos índios recém contatados, pode contribuir para que desapareçam" de Wellington Figueiredo.

 

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Proteção Etno-Ambiental dos Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira

 

FOCO

          Está focado nas chamadas Frentes de Proteção Etno-Ambiental localizadas no vale do Rio Javari, no Oeste do Estado do Amazonas, próximo à fronteira com o Peru; No médio Purus, localizado à sudoeste do Estado do Amazonas e no vale do rio Madeirinha, localizado no Sudeste do estado do Amazonas e Noroeste do estado do Mato Grosso.

          O projeto tem lugar em três das maiores, mais ameaçadas e frágeis áreas de índios isolados na Amazônia brasileira, localizada na matriz das Terras Indígenas, cobrindo uma área de 11,6 milhões de hectares – uma área maior que a Espanha e Portugal.

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Proteção Etno-Ambiental dos Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira

 

OBJETIVO

          O objetivo do projeto é implementar e consolidar um Sistema de Proteção das terras habitadas por índios isolados na Amazônia brasileira. Nas áreas geográficas onde se situa o foco do projeto, são esperados três resultados:

1. Expandir e consolidar a Proteção dos Índios Isolados.

2. Fortalecimento institucional das instituições implementadoras e melhoria no conhecimento das populações locais sobre a temática dos Índios Isolados e manejo de recursos naturais.

3. Aperfeiçoar as práticas e políticas para garantir a integridade dos Índios Isolados utilizando-se das lições aprendidas com o este projeto.

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Proteção Etno-Ambiental dos Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira

 

PARCERIA

          O projeto é baseado em uma experiência de parceria público-privado de quase 10 anos. Cada parceiro traz conhecimentos complementares para o escopo do projeto. A Funai, com sua sólida e antiga tradição em trabalhar com índios isolados, por meio da CGII (Coordenação Geral de Índios Isolados) é amplamente reconhecida por suas equipes de campo competentes e dedicadas. Além disso, a CGII detém o poder legal de interditar novas áreas onde índios isolados foram detectados ou estão sob ameaças. No entanto, a CGII não congrega recursos humanos e financeiros suficientes para manter vigilância sobre áreas indígenas extensivas. Seu parceiro não governamental, o CTI (Centro de Trabalho Indigenista), aporta uma profunda experiência de trabalho com índios isolados e sua expertise em obter e administrar fundos de diversos doadores internacionais.

          Por sua vez, a capacidade da CGII em realizar seu trabalho de forma efetiva com estes recursos, melhora seu posicionamento em relação ao governo brasileiro, o que resulta em novos aportes orçamentários. O investimento internacional para treinamento e contratação de pessoal qualificado, cujos salários são garantidos pelo governo brasileiro, abrem a possibilidade da CGII continuar sua prospecção de recursos para manter o crescimento de seu trabalho para as décadas futuras.

          A história de sucesso de cooperação e sinergia entre CTI e CGII-Funai, provém sólido alicerce para a estrutura de governança e administração deste projeto. A estrutura de governança é simples, transparente e eficiente, contanto com espaços para decisões compartilhadas, assim como claras responsabilidades de cada parceiro no projeto.

          Em 2008, o programa passou a receber o apoio a Agência Americana para Desenvolvimento Internacional (USAID). Reconhecendo a experiência dos parceiros CTI-CGII/Funai, a agência aprovou o apoio financeiro a três Frentes de Proteção Etno-ambiental da CGII, a serem utilizados em 3 anos. Esses recursos são destinados ao desenvolvimento de estudos sobre grupos de índios isolados, discussão da legislação referente à questão dos isolados, capacitação de sertanistas/indigenistas para trabalhar nas Frentes de Proteção, sensibilização das populações do entorno, fornecimento de infra estrutura para as ações de monitoramento e para a proteção da integridade dos grupos localizados.

 
 
 


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Proteção Etno-Ambiental dos Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira

 

OS ÍNDIOS DE ISOLAMENTO VOLUNTÁRIO

 

          Bolsões remotos na região amazônica ainda são ocupados por índios isolados que tem pouco ou nenhum contato com o exterior. De acordo com a legislação brasileira (Lei nº 6.001/1973), os chamados “Índios Isolados” são definidos por populações com culturas pré-colombianas que permaneceram geograficamente, socialmente e culturalmente, isoladas da sociedade brasileira.

          Existem, atualmente, 68 indícios de índios isolados na Amazônia brasileira, a maioria localizados em regiões transfronteiriças. Dessa forma, para que se garanta sua proteção, requere-se cooperação internacional e respaldo legal complementares.

          O isolamento dessas pessoas é um elemento constituinte de sua composição demográfica, de suas línguas, cultura material e crenças, parcamente conhecidas.

          Em resposta a uma longa história de confrontos desastrosos e conflitos com pessoas externas ao seu grupo, incluindo outros povos indígenas, estes vivem em permanente estado de migração, como único meio de preservar sua segurança e garantir sua sobrevivência.

          As peculiaridades físicas, étnicas, lingüísticas, culturais e cosmológicas dos índios isolados conformam um precioso patrimônio da humanidade que está sob um conjunto de ameaças – que hoje incluem: pesca predatória, desflorestamento, mineração, prospecção de petróleo, fazendas e doenças. Todas estas ameaças encontram-se em expansão, com novas infraestruturas e projetos energéticos que impactam, de forma crescente, áreas remotas da região.

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Proteção Etno-Ambiental dos Povos Indígenas Isolados na Amazônia Brasileira

 

SISTEMA DE PROTEÇÃO

 

          O tema central deste projeto, é implementar e fortalecer o Sistema de Proteção das Áreas habitadas pelos Índios Isolados na Amazônia brasileira, mantido pela CGII/Funai e que é composto de:

• Frentes de Proteção Etno-ambiental, conduzidas por pessoal treinado para supervisionar e manter a permanente vigilância dos territórios habitados por índios isolados, conhecidos pelo governo brasileiro; e

• Frentes de Localização são estabelecidas, freqüentemente, dentro ou adjacentes às Frentes de Proteção Etno-ambiental. Nelas, são formados especialistas em sobrevivência na selva e expedições (sertanistas) treinados para descobrir novas áreas habitadas por grupos de índios isolados e indicar sua interdição para subseqüente estabelecimento de novas Frentes de Proteção.

          Atualmente, existem 6 Frentes de Proteção Etno-ambiental, divididas em 13 áreas, e 1 Frente de Localização, cobrindo um área estimada em 14,6 milhões de hectares. (Tabela 1). Essa tabela, também mostra as áreas de manejo de cada uma das Frentes, as propostas de expansão e as já expandidas. A CGII planeja estabelecer cinco novas Frentes de Proteção em um futuro próximo.

          O foco geográfico deste projeto são as três maiores, mais ameaçadas e fragilizadas, áreas de Índios Isolados na Amazônia brasileira, cobrindo uma região atualmente estimada em 11,5 milhões de hectares. Das ameaças acima descritas, as doenças como hepatite e malária são, especialmente, perigosas para os grupos indígenas que tem pouco ou nenhum contato exterior.

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